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Crianças brasileiras dormem mal

Uma pesquisa feita em 19 países do mundo, base dessa reportagem da Globo, mostrou que no Brasil os bebês vão para a cama bem mais tarde que no Japão, nos Estados Unidos e na Inglaterra e a notícia não é nada boa já que “quanto mais tarde a criança vai dormir mais inconstante é o sono”. Enquanto pelo mundo a criança dorme em torno das 20h, no Brasil ela só vai pra cama depois das 22h. E dormir bem é fundamental para a liberação do hormônio do crescimento.

Vou aproveitar algumas dicas que ela reuniu da reportagem (do vídeo acima) e de muito estudo que tem vivido como mãe em seu blog. Até eu, que tenho filhos que dormem muito bem, aprendi com os truques e espero que seja útil para sua família também. ;-)



- Estabeleça uma rotina familiar;

- Crie na casa e no quarto do bebê/criança um ambiente aconchegante, agradável para que ele sinta-se seguro e acolhido;

- Um banho gostoso antes de por o bebê/criança para dormir é fundamental para que ele sinta-se fresco, limpo e relaxado;

- Às vezes, para determinados bebês/crianças, só o banho não relaxa o suficiente, especialmente se a criança tiver bastante energia. Neste caso uma boa massagem feita pelo pai ou mãe ajuda muito, quanto mais tempo melhor. E friso, há muitas técnicas de massagem e produtos específicos, de variadas marcas, mas o fundamental é – o que muitos livros estimulam – a interação da mãe com o filho, o amor, a doação do tempo e do carinho… se o produto escolhido, mesmo simples, tiver qualidade o mais importante é a interação, a massagem em si;

- Ofereça o jantar (papinha se bebê acima de 6 meses ou refeição balanceada, se criança maior) ou uma mamadeira reforçada pouco antes de colocá-lo para deitar, assim ele dormirá de barriguinha cheia e como a digestão a noite é mais lenta, isso retardará que ele acorde com fome ainda de madrugada. Mas observe os tipos de alimentos, sem exageros;

- Pais e mães acelerados, cheios de energia ou não concentrados na criança como por exemplo, tentando fazê-la dormir mas com o olho na televisão ou no computador, não irão alcançar sucesso a não ser que o bebê sucumba por cansaço. É importante que a pessoa que cuida do bebê esteja no mesmo clima de desligar-se, de sono. Se houverem afazeres para depois, quando a criança dormir, você irá providenciar;

- O mesmo vale para som alto, de música ou televisão e para um ambiente de casa agitada, movimentada. Nenhuma criança vai querer deitar boazinha em sua cama e deixar a companhia de outras crianças (no caso de irmãos) ou adultos queridos e até mesmo de um programa de TV caso o esteja ouvindo alto, com seu som percorrendo os ambientes.

- Quando receberem visitas em casa ou viajarem de férias não adianta esperar que a criança/bebê se comporte da mesma maneira, pois o ambiente em volta dela estará alterado, estimulando-a constantemente. É ideal tentar manter os mesmos hábitos, mas o sucesso disso não é garantido. É bom lembrar disso para não se frustrar depois.

- Se a criança é maior, já é capaz de conversar bem e tem hábitos arraigados de dormir mal e fazer pirraça na hora de dormir, sugiro que os pais tenham um estoque a mais de paciência e dialoguem sobre a hora de dormir, a importância de dormir, sobre os benefícios disso (como relaxamento, como o amanhã chegando mais cedo e claro, sobre o crescimento, já que é dormindo que os hormônios responsáveis pelo crescimento mais são estimulados).

- Ler, cantar, conversar (em tom baixo e agradável) e contar histórias também são excelentes ferramentas para interagir, demostrar afeto e estimular que o sono chegue, com certeza. E é dica válida para bebês, crianças e até adolescentes.

- E NUNCA relacione a cama e o quarto de filho com algo punitivo como castigos, senão a relação de algo desagradável e triste sempre permanecerá ali!

- Friso esse trechinho da reportagem mencionada porque também é válido. Cada recém-nascido tem um ritmo, mas eles levam em média cinco meses para acertar o relógio biológico. Depois disso são capazes de dormir direto até nove ou doze horas. Evite ninar seu bebê.

A criança que dormiu nos braços da mãe ou andando de carro pode acordar no meio da noite querendo repetir a dose. Se ela aprendeu a dormir no berço é capaz de acordar e dormir sozinha de novo. O ideal é fazer toda noite, tudo igual. Por exemplo: banho, jantar e cama. E tente deixar que a criança pegue no sono sozinha, sem precisar de colo. Se ela chorar no meio da noite…

“A primeira coisa que tem que ser feita é se aproximar para mostrar que eu estou aqui, conte comigo”, explica o neuropediatra Álvaro José de Oliveira.

Turismo e Acessibilidade no Brasil

Que o Brasil tem na área de turismo um dos seus principais motores de desenvolvimento econômico, ninguém duvida. Mas será que tantas cidades peculiares e seus pontos turísticos estão adaptados de maneira correta para receber portadores de necessidades especiais? Será que estamos, nas grandes cidades, preparados para entender o novo, o diferente, e criar condições digna de idas e vindas para todos os turistas que passam por nós todos os dias?

Curitiba está. A capital paranaense é, inclusive, um modelo a ser seguido pelas outras cidades turísticas do Brasil, devido a sua organização e planejamento para receber todos os tipos de turistas e suas mais diversas necessidades e limitações de acesso. Em Curitiba é normal encontrar calçadas em bom estado de uso e conservação, rampas para cadeirantes em vários pontos da cidade (não só nos turísticos) e condições de transporte público que favorecem os portadores de necessidades especiais, como ônibus com elevadores, por exemplo.



Isso tudo não deveria causar estranheza, mas fato é que a grande maioria das cidades do Brasil infelizmente não apresenta essas características, que são garantidas por lei para a qual muitos governantes e empresas fazem vista grossa, devido aos custos de adaptação. Isso, contudo, não é desculpa. As pessoas com mobilidade reduzida têm que estar sempre atentas e exigir aquilo que é seu de direito, desde o momento de reservar hotel com todo o aparato necessário de acessibilidade até poder ir e vir sem ter que enfrentar transtornos e complicações.

No caso de hotel Curitiba também é uma cidade modelo: é fácil achar pela capital paranaense acomodações adaptadas para portadores de necessidades especiais e idosos, que muitas vezes também precisam de mais condições de acessibilidade. E na cidade os pontos turísticos principais, como parques, Jardim Botânico e os diversos museus são equipados de forma a atender plenamente a qualquer tipo de limitação.

Outras cidades tentam seguir o bom exemplo de Curitiba, mas ainda engatinham um pouco quando o assunto é melhorar suas vias de acesso para pessoas com mobilidade reduzida. É o caso do Rio de Janeiro, um dos principais cartões postais do Brasil, que já fez várias modificações nas suas condições de acessibilidade, mas ainda aguarda melhorias na área.

A esfera privada já está mais do que adaptada em muitos sentidos, já que a cidade recebe milhões de pessoas por ano. Esse é o caso da rede hoteleira. Você encontrará um hotel no Rio de Janeiro que já esteja totalmente equipado para receber qualquer tipo de turista e suas condições físicas, mas a infra-estrutura da cidade ainda deixa muito a desejar. A boa vontade, no entanto, é o primeiro passo para tornar a cidade uma capital de pleno acesso. Um dos pontos turísticos principais da cidade, o Cristo Redentor tem acesso exclusivo para cadeirantes e pessoas de mobilidade reduzida, e isso já é um enorme progresso, visto que até alguns anos atrás essas pessoas não poderiam desfrutar das belezas do principal cartão postal da cidade maravilhosa.

É importante ressaltar que as coisas só passam a mudar rapidamente quando existe cobrança popular extrema em cima da morosidade do poder público, portanto é crucial que os turistas com mobilidade reduzida não deixem passar em branco qualquer tipo de desconforto ou transtorno sofrido por falta de infra-estrutura para suas condições, e que toda a população compre junto essa briga. Afinal, o estigma de “deficiente” ficou para trás faz tempo – e temos que nos mostrar, todos juntos, um grande elo de eficiência, tendo ou não necessidades especiais.